A vida profissional me levou a viver 15 anos fora de São Paulo. Logo depois do meu regresso, fui procurado pelo Dr. Paulo Soares Cintra, antigo companheiro de trabalhos de mocidade na capital paulista, que me atropelou com desafio inesperado: uma campanha para angariar 500 novos sócios para a AEB. O esquema era engenhoso: dois exércitos concorrentes iam trabalhar, um de cada lado. Dois generais encabeçavam naturalmente cada exército: eu seria um deles. Periodicamente, os líderes dos exércitos se reuniam num jantar em dependências da Catedral Presbiteriana da Rua Nestor Pestana, sob a presidência carismática e inesquecível do Dr. Lauro Monteiro da Cruz. - Quantos associados novos este mês? – indagava ele. Os dois generais, fichas nas mãos trazidas pelos seus "subordinados", apresentavam relatórios longamente aplaudidos. Meu exército venceu, ou melhor, todos nós ganhamos. Corria o ano de 1959. Anteriormente, morando em Goiânia, minha esposa Iracy Salgado Mendes e eu já havíamos dado pequena contribuição ao trabalho, não obstante a longa distância da sede. Reinstalados em São Paulo, minha esposa tornou-se (até hoje) agente da AEB em nossa nova igreja, buscando sempre angariar recursos, roupas, alimentos e brinquedos. Posteriormente, a generosidade dos irmãos levou-me a integrar o Conselho da AEB e pude participar das primeiras discussões para a criação do CECOM. Hoje, decorrido quase meio século desde a campanha pró-500, posso testemunhar o trabalho abnegado de tantos diretores, conselheiros e funcionários. Também agradeço a Deus a oportunidade que nos levou – minha esposa e eu – a participarmos modestamente da majestosa obra social e espiritual que é a AEB.